Recebi um link recente de um artigo do Meio Bit que trata da "morte" do Sharp Zaurus, um PDA interessante que roda Linux. Antes de assassiná-lo com um inadvertido golpe de luta-livre em que quebrei sua touch-screen com o cotovelo, passamos bons momentos juntos.
Li tantos livros nele que deve haver alguma floresta, em algum lugar, em que centenas de árvores dão as mãos (galhos?) e compõem lindas canções em minha homenagem. Lia na cama sem precisar me preocupar em apagar a luz. Fazia minhas consultas rápidas no Google ou Wikipedia por wi-fi no Opera com seu modo "small-screen" (a segunda melhor alternativa à genialidade do Safari no iPod Touch), ouvia streams no XMMS, trocava mensagens no Gaim mais elegantemente do que pelo iPod.. sinto falta do Zaurus.
Comprei um PDA que roda Linux por algo mais tangível do que fanatismo irracional; sua biblioteca de programas não era invejável mas certamente competente. E o melhor de tudo: média de um reset a cada duas semanas.
Possuo todos os PDAs mencionados no artigo: Palm, Dell Axim, Zaurus e iPod Touch. Dentre todos, a escolha favorita do autor do referido texto é justamente o Axim e seu Windows CE, que requer mais resets em um dia do que todos os outros PDAs juntos. Em um mês.
Com a freqüência com que a expressão "freetard" recorreu no texto, sou obrigado a tentar entender que há algum motivo real para tanta raiva. Mas se o Zaurus tem méritos reais sob o Axim (talvez, exceto, nos minutos diários em que o Axim não está travado), o que faz do Zaurus uma ferramenta para "freetards"?
"Freetard" é uma união das palavras "free" com "retard". É a maneira que todas as crianças adultas que bebem cerveja utilizam para dar uma alfinetada sarcástica e sofisticada em quem defende o Software Livre. É hilário como usar "Bill Gay". Toma essa, Microsoft! Todos os colegas da creche rolam de rir quando uso essa expressão!
Proponho uma utilização mais apropriada à expressão: "freetard" serve mais para quem defende os erros grotescos e/ou mal-intencionados da empresa mais rica do mundo. E fazem isso de graça.
Percebi, então, que hoje a turma do Windows pode bradar que tem em suas mãos tudo que o Linux oferece.
Finalmente, a comunidade Windows também pode contar com sua própria massa de xiitas, com a sofisticação ingênua de um garoto de 11 anos fumando cigarro e recitando orgulhosamente um farto repertório de insultos pré-escolares.
Bem-vindos ao Clubinho do Xiita! Passem horas divertidas jogando Mortal Kombat (ou qualquer outro jogo de adulto com muito sangue) e criando seus adjetivos geniais.
Acompanharei-os do lado de fora.