Houve uma época em que parecia que o sistema ReiserFS seria o novo padrão no Linux, mas aí o criador Hans Reiser resolveu matar a mulher. Com isso, para a minha completa falta de surpresa, o projeto ficou meio abandonado desde que ele se mudou para a cadeia.
Por quê, Hans?
Avançando o relógio para o presente: a Oracle resolveu meter as mãos na massa e está desenvolvendo o btrfs, que significa "b-tree file system" ou "beterraba file system" para os íntimos. Para os nerds, o grande atrativo do btrfs é o uso de compactação zlib individual para cada bloco de arquivo. Para os leigos, significa isso: gravação mais veloz, leitura ainda mais veloz, e cerca de 40% de espaço a mais na sua partição.(Detalhe: o btrfs ainda não está pronto. Por enquanto, não há garantias de estabilidade ou de recuperação de qualquer arquivo perdido nele. Sim, é arriscado. Mas se você tem uma partição sobrando, pode fazer como eu e brincar com ele. Mas repito: nada de muito sério por enquanto.)
O btrfs já é uma opção no Ubuntu pelo menos desde a versão 10.04, e possivelmente antes disso também. No entanto, quanto mais recente for a sua versão, maiores serão as suas chances de ser feliz.
Para baixar os utilitários do sistema, dê um...
sudo apt-get install btrfs-tools gparted
...ou baixe os pacotes btrfs-tools e gparted pelo seu gerenciador de pacotes favorito.
A partir daí, o gparted lhe dará a opção de formatar uma partição em btrfs. Você pode fazer isso pelo mkfs.btrfs no console, se tiver tanta testosterona assim. Então você monta a partição com um parâmetro especial. Por exemplo, se a partição for a /dev/sda1, o comando fica:
mount -o compress /dev/sda1 /media/sda1
Experimente fazer alguns testes. Copie arquivos para a sua nova partição para avaliar a velocidade e o espaço economizado. Recomendo copiar a pasta /usr para lá e dar um df para ver a compactação em ação.
Agora é só continuar brincando e aguardar até o lançamento iminente da versão final.


