quinta-feira, 28 de julho de 2011

BTRFS, seu novo amigo

Desde que comecei a usar o Linux de verdade, nunca me aventurei com sistemas de arquivo não-tradicionais. Usava o ext2 como padrão, e FAT32 para compartilhar com o Windows (inclusive o World of Warcraft). Com o tempo, passei para o ext3 e ext4, compartilhando NTFS com o Windows. Nunca arrisquei meus arquivos com experimentos, e nunca quebrei a cara.

Houve uma época em que parecia que o sistema ReiserFS seria o novo padrão no Linux, mas aí o criador Hans Reiser resolveu matar a mulher. Com isso, para a minha completa falta de surpresa, o projeto ficou meio abandonado desde que ele se mudou para a cadeia.

Por quê, Hans?

Avançando o relógio para o presente: a Oracle resolveu meter as mãos na massa e está desenvolvendo o btrfs, que significa "b-tree file system" ou "beterraba file system" para os íntimos. Para os nerds, o grande atrativo do btrfs é o uso de compactação zlib individual para cada bloco de arquivo. Para os leigos, significa isso: gravação mais veloz, leitura ainda mais veloz, e cerca de 40% de espaço a mais na sua partição.

(Detalhe: o btrfs ainda não está pronto. Por enquanto, não há garantias de estabilidade ou de recuperação de qualquer arquivo perdido nele. Sim, é arriscado. Mas se você tem uma partição sobrando, pode fazer como eu e brincar com ele. Mas repito: nada de muito sério por enquanto.)

O btrfs já é uma opção no Ubuntu pelo menos desde a versão 10.04, e possivelmente antes disso também. No entanto, quanto mais recente for a sua versão, maiores serão as suas chances de ser feliz.

Para baixar os utilitários do sistema, dê um...

sudo apt-get install btrfs-tools gparted

...ou baixe os pacotes btrfs-tools e gparted pelo seu gerenciador de pacotes favorito.

A partir daí, o gparted lhe dará a opção de formatar uma partição em btrfs. Você pode fazer isso pelo mkfs.btrfs no console, se tiver tanta testosterona assim. Então você monta a partição com um parâmetro especial. Por exemplo, se a partição for a /dev/sda1, o comando fica:

mount -o compress /dev/sda1 /media/sda1

Experimente fazer alguns testes. Copie arquivos para a sua nova partição para avaliar a velocidade e o espaço economizado. Recomendo copiar a pasta /usr para lá e dar um df para ver a compactação em ação.

Agora é só continuar brincando e aguardar até o lançamento iminente da versão final.

domingo, 3 de julho de 2011

Mais Brinquedos em HTML 5

Avanços gráficos como WebGL e Canvas na especificação HTML 5 estão tornando os navegadores cada vez mais dinâmicos e cada vez mais independentes. Hoje, finalmente, já é possível rodar jogos e tocar vídeos sem o auxílio de qualquer plugin, principalmente o Adobe Flash.

Estamos vendo os primeiros frutos surgirem nos navegadores mais recentes. Por exemplo, o site do Fórum Internacional do Software Livre já disponibiliza vídeos online sem Flash: (Obrigado, Jesiel!)
Tudo em Javascript e HTML 5, sem Flash(!). Por enquanto, somente suportado no Firefox 4 e 5.

Se você é como eu, deve ser uma das últimas pessoas no mundo que jogaram Angry Birds. O jogo fez sua fama no iPhone, e ampliou o sucesso posteriormente no Android, iPad e Windows. Gosto bastante do joguinho, mas não entro com muita frequência no Windows e fui deixando-o de lado.

Eis que surge Angry Birds para o Chrome. Gratuito, multiplataforma, e com mais níveis e efeitos sonoros do que a versão nativa do Windows.
(No banner da esquerda: "Curta o calor com chinelos dos Angry Birds!" Obviamente, o público-alvo não é do Rio Grande do Sul nesta época do ano.)

O jogo inteiro está disponível gratuitamente pelo Chrome, até para baixar e jogar offline. Acredito que a intenção principal é a de promover o uso da tecnologia WebGL (Chrome e Firefox), mas com típica benevolência do Google, o jogo também pode utilizar o Canvas para quem acessa pelo Opera ou IE 9.

Boa diversão!