terça-feira, 1 de setembro de 2009

Clientes de MSN para o Linux, parte 1

aMSN

Ainda feio e com poucas melhorias, nosso amável ogro desajeitado foi o único que transmitiu e recebeu por webcam, e enviava e recebia clipes de voz. Estranhamente, conversas ininterruptas por voz não são suportadas, e as conversas tomam aspecto de rádio amador. "Tá me ouvindo, câmbio?"

Também houve uma piora em um ponto: uma mudança no protocolo do MSN fez com que as versões oficiais disponíveis não enviem mais mensagem offline enquanto se está invisível. Para isso, só baixando o código cru dos armazéns do SVN, compilar e amputar as partes que pedem 15 dependências, maquiar aquela interface de Quasímodo tudo de novo, e o resultado é um aMSN que manda mensagem offline mas não tem mais webcam nem voz. Eu cheguei a fazer isso, e admito que minha dignidade sofreu um pouco.

Emesene-crazy

Quando a equipe do Emesene resolveu abandonar o seu elegante cliente em Python para sair do armário, passaram a dedicar seus esforços a um fetiche bizarro chamado aMSN2. Aquela pobre criança já nasceu fracassada. Lembram do XMMS2, com seus sonhos excêntricos e ambições floridas?

Pois é, nem eu.

Com isso, alguns programadores renegados abraçaram o código do Emesene clássico e arriscaram algumas melhorias como webcam. Nos testes que fiz da versão mais recente, a webcam não funcionou (que surpresa!), o python me soterrava com um bloco de 20 mensagens de erro a cada 10 minutos e as mensagens offline partiam para o vazio misterioso do limbo, para nunca mais serem vistas.

Louvável esforço da turma do Emesene-crazy, mas acho que entendi o porquê de eles terem trocado o nome "Emesene Messenger" por "Emesene-crazy". O primeiro entregava mensagens. O segundo é apenas louco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Clientes da rede MSN: Atualização

Tendo finalmente abandonado meu querido e senil Dapper Drake em favor do recente Ubuntu 9.04 "Jaunty Jackass", decidi que seria um bom momento para atualizar o blog sobre a orgia de clones de MSN Messenger que há tanto tempo nos fazem rir, chorar e viver perigosamente.

Como usuário de Linux tende a ser conservador, tenho uma boa notícia: a orgia continua. Alguns novos participantes trouxeram surpresas, mas já declaro de antemão que ainda não existe o cliente de MSN perfeito para o Linux.

Mas nem sei exatamente por que escrevi isso... deve ser privação de sono. Desde quando o MSN Live Messenger oficial do Windows é "perfeito", mesmo? Aquilo sequer é agradável.

A minha relação de alternativas é assustadora: aMSN, Emesene-crazy, Pidgin, Kopete, Mercury, e os sites imo.im e Meebo. Deixei alguns pangarés como o KMess, licq e ayttm de fora.

Minhas exigências para um cliente decente são:
  • Envio de mensagens offline enquanto se está invisível;
  • Uso do campo "mensagem de usuário", e da exibição das mensagens dos outros contatos;
  • Suporte a "avatares" (imagens de usuário);
  • Envio de arquivos mesmo entre duas firewalls, e envio rápido quando há conexão direta;
  • Suporte a voz ou webcam, que até hoje é um serviço que apenas o Skype executa bem.
O desafio de sentar e testar todas estas criações com seus tiques e ocasionais instabilidades me tentou a abandonar a idéia, mas nesta madrugada tive a sorte de encontrar o amigo e veterano de TI, Guilherme Pinter, enquanto testava o Kopete e consultava um dicionário para suprir meu vocabulário já esgotado de sinônimos para "bosta".

Durante longas horas, testamos todos os nossos candidatos entre meu Linux e o seu Windows com o Messenger oficial. Obrigado, Pinter, pela sua generosa doação à Ciência. :)

Descreverei todos eles nos próximos posts, em porções fáceis de consumir. Até logo!

sábado, 6 de junho de 2009

Libertando o iPod Touch para Linux e Windows

Continuando o post anterior, vamos compartilhar os detalhes que me levaram ao êxito na libertação do meu iPod Touch. Sinto muito, não mencionarei links para arquivos ou o passo-a-passo que precisa ser feito no Windows para alterar o firmware. As instruções para isso são abundantes na Internet. Apenas direi que utilizei o firmware iPod1,1_2.2.1_5H11_Restore.ipsw e o programa QuickPwn 225.2. Meu iPod é 1G, ou seja, de primeira geração. Informe-se sobre o seu antes de tentar aplicar o software que funcionou no meu.

E por favor assumam esta tarefa apenas se estiverem dispostos a encarar os riscos. Quem não tiver tempo, paciência ou coragem para encarar a perda do seu iPod, não faça o jailbreak. Pedidos de ajuda para recuperar aparelhos corrompidos serão ignorados. Demandas iradas por remediações serão impressas, ridicularizadas durante o jantar da família, depois ignoradas.

Consideremos a partir de agora que o jailbreak foi feito com sucesso e você já tem os ícones do Cydia e do Installer no seu springboard. Recomendo ter seu wireless configurado (obviamente!) e entrar no Cydia para instalar os programas principais. A atualização das fontes pode levar algum tempo. Não saia passeando pelos menus até o Cydia finalizar o "Reloading Data" perto do final, como na imagem abaixo:

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Em seguida, vá em "Search" e baixe os seguintes programas:
  • OpenSSH
  • MobileTerminal
  • BossPrefs
  • vsftpd
  • PwnPlayer
  • textReader
  • iFile
  • MxTube
  • MewSeek
Há centenas de opções para todo tipo de necessidade, algumas nem muito imaginadas (como o aplicativo "Flashlight" que me agrada muito). Divirta-se descobrindo-as, e tenha a bondade de compartilhar eventuais descobertas comigo. :)

Como pode imaginar, o OpenSSH e o vsftpd abrem as portas do aparelho para transferência de arquivo por FTP ou SSH. Prefiro o primeiro, que é muito mais rápido. Para os dois métodos, pode-se transferir arquivos de/para o iPod com o username root e a senha alpine.
Usem o software que mais lhe agrada para isso. No meu caso, é o próprio Konqueror no Linux e o Explorer no Windows. Para SSH no Windows, recomendo transferir pelo WinSCP.

Como aquele amontoado perverso e inútil de bits que é o iTunes não aceita MP3 copiadas para dentro de seu diretório e praticamente inutilizava o player para músicas para quem tinha a dignidade de evitar o iTunes, eu não ouvia música no iPod. Para a minha alegria, o PwnPlayer chegou como substituto gratuito, prático e sensato ao iTunes, e até tem uma interface de "acesso rápido" que permite que você altere o volume ou avance músicas sem olhar para o aparelho.

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(Aquele círculo estranho da primeira foto é a interface rápida do PwnPlayer. Muito superior à alternativa do iTunes.)

Para quem gostaria de aproveitar o iPod para ler e-books em tempos de ócio ou lazer, recomendei também o textReader. Trata-se de um excelente e-reader que abre quase qualquer formato de interesse geral, incluindo doc, txt, pdb (Palm), pdc (Plucker), rtf e html.

O caminho para os e-books e músicas dentro do iPod são /var/media e /var/mobile/Media/Music, conforme as imagens abaixo:

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O iFile é um gerenciador de arquivos simples para pequenas tarefas de limpeza, e o BossPrefs é um gerenciador de serviços que pode lhe ser mais conveniente do que o menu padrão de configurações.

O MewSeek é um cliente P2P baseado no SoulSeek para procurar e baixar músicas de dentro do próprio iPod. Ele já grava os arquivos recebidos na pasta padrão do PwnPlayer. Melhor do que isso, só com massagem nas costas.

Espero ter dado um incentivo razoável para os que simpatizavam com o iPod mas que não queriam sujar as mãos com o iTunes, seja pelo Windows ou pelo Linux. O iTunes já roda pelo Crossover há mais de um ano, mas por que diabos eu recomendaria isso para alguém? Eu não odeio nenhum de vocês. ;)



Bom divertimento.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

iPod Touch - Memórias do Cárcere

O iPod Touch/iPhone e o xbox clássico tem uma característica comum: ambos são brinquedos caros, medíocres e incapacitados, até você encher o saco e desbloqueá-los. É só capacitar o aparelho para fazer tudo que o fabricante não permite, e finalmente, você tem em mãos o produto pelo qual pagou.

Um Xbox, pela instalação de um simples modchip, se transforma de um repositório de jogos medíocres para a melhor plataforma atual para ver filmes, fazer streaming e emulação perfeita de dezenas de consoles. Ele toca até arquivos .rmvb (o fetiche sórdido da comunidade brasileira de vídeo) na sua TV de 90 polegadas. Sem o modchip, a Microsoft cobra você até pelo direito de tocar DVDs no aparelho que já vem com o drive.

O iPod Touch sempre foi um kit de sadismo perverso para usuários de Linux, e uma cueca rendada e ligeiramente desconfortável para usuários de Windows. Quem tinha Windows tinha que se curvar aos caprichos do magnânimo iTunes para fazer qualquer coisa, desde passar músicas, ativar o suporte do Youtube no aparelho antes do primeiro uso, e até passar fotos e vídeos com poucas opções e com um humilhante suporte de codecs de vídeo.

Se você conseguisse passar um décimo dos vídeos que queria para seu iPod, comemorava com champanhe. Suas MP3, uma vez dentro do aparelho, mudavam seus nomes ao exemplo de "43KJH5GFI34H89U.MP3" e nunca, nunca mais saíam de lá.

Usar seus 8/16Gb para transferir arquivos...? Está louco, seu pirata sujo?! Primeiro, você precisaria carregar o cabo USB proprietário e o CD de drivers com você o tempo todo. Segundo, precisaria castigar o recipiente dos arquivos empurrando o elefante branco do iTunes no PC de seu amigo choroso.

Terceiro, você acaba de cair no hilário trote da Apple; o iTunes não deixa usar o iPod para armazenar e restaurar arquivos avulsos. Ha! Espero que tenha deixado de ser comunista e nunca mais pense em copiar arquivos sem pagar nada a ninguém pelo privilégio!

Como usuário de Linux que comprou um iPod Touch sem considerar a quantidade nociva de coliformes fecais na cabeça dos executivos da Apple, não sabia que haveria tão pouca utilidade no aparelho antes de romper sua proteção. Passei semanas sem ouvir uma música sequer por ele. Utilizava-o para navegar na Web e ler meus e-mails na cama, até decidir finalmente fazer o jailbreak.

A expressão inglesa é perfeita: "fuga da prisão". Ao fazê-lo, seu iPod estará livre. O iTunes pode ir para o lixo do banheiro, tudo fica mais fácil no Windows, seu iPod ganha superpoderes e tudo se torna igualmente acessível, com facilidade, pelo Linux.

No próximo post, mencionarei os programas que utilizei e quais devem ser instalados no iPod para torná-lo facilmente acessível pelo Linux. E os usuários de Windows podem se livrar do miserável iTunes. Enfim, livre!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ubuntu 9.04 Live com modems GSM

Fazer um how-to com imagens nesse Blogger é um inferno. Na tentativa de auxiliar a todos que passam por dificuldades ao conectar seu Vivo Zap USB pelo Ubuntu 9.04, aqui vão pequenas dicas que podem facilitar:

Ao plugar o modem e escolher o país e a provedora do aparelho, você recebe algo assim:

Apesar de bem-intencionada, a equipe do Ubuntu não parece ter acertado exatamente a configuração certa para o Vivo Zap. Isso é fácil de corrigir. Entre aqui:



Depois aqui:


...e marque "Conectar automaticamente" e "Disponível para todos os usuários".

Em seguida, vamos para a aba "Configurações PPP":



Entre em "Configurar métodos", e desmarque tudo exceto "PAP" na tela abaixo:


Agora sim. Tente conectar. Se nenhuma bolinha verde () aparecer no seu painel superior em cinco segundos, reconecte o modem e tente conectar novamente. Em poucos segundos, você verá duas bolinhas verdes e, segundo meus cálculos, a mensagem mais esperada:

Sim, no Windows é mais simples de conectar... mas acreditem, também é bem mais simples de desconectar. Geralmente contra a sua vontade, pela tela-azul-da-morte ou por algum SVCHOST.DLL corroído por parasitas.

Com uma média de dois dias ininterruptos de conexão pelo Linux vs. vinte minutos entre resets no Windows, as configurações que passei acima tem o potencial de lhe economizar semanas de vida.

De nada. ;)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ubuntu LiveCD: três mil utilidades a mais do que um canivete suíço

As últimas edições do LiveCD do Ubuntu são uma combinação impossível de sistema operacional, navegador, editor de texto, planilha, abridor de lata, fuzil, caixa de bombons, cabrito e escova de dentes. Em outras palavras: possui todos os aparatos necessários à vida moderna.

Foi confortante saber que posso fazer tudo que eu quero nele, menos fritar ovos.

Passei por uma semana sem adsl, com apenas um modem Vivo Zap (3G, USB) para conectar. Minha partição quase intacta do Windows XP me deu vinte telas azuis em intervalos de 15 minutos durante as conexões, e meu velho Ubuntu Dapper de 2006 e não aceitaria o modem sem uma combinação de paciência budista e runas celtas.

Foi então que meu amigo Gustavo me incentivou a experimentar o LiveCD do Ubuntu 9.04 e pensei: por que não tentar?

A experiência salvou a minha semana. Deixei o computador ligado no LiveCD sem reset por todo esse tempo, sem qualquer problema e com todas as conveniências de um desktop instalado.

O suporte ao Vivo Zap é mais elegante e ridiculamente mais estável do que no Windows XP. Não acho inteiramente justo culpar o XP por esta patetice: o software de acesso fornecido pela Vivo deve ter sido programado em uma jaula cheia de chimpanzés em troca de bananas. No Linux, felizmente os drivers geralmente não se sujeitam esse tipo de preguiça corporativa.

No próximo post, apresentarei meu passo-a-passo para conectar-se por modems 3G e ter um sistema completo funcionando a partir de um LiveCD, sem restrições. Flash 10, Java, Gimp, OpenOffice, e até qualquer tipo de vídeo com download de codecs sob demanda... nenhuma relação com o Windows Media Player, que só sabe carregar o codec de WMV. E nem isso ele garante.

sábado, 11 de abril de 2009

IRPF2009 - Agora com mais frescura!

Enquanto sempre louváveis pela diversidade, os clientes Java para a entrega do Imposto de Renda sempre me parecem claramente voltadas para o usuário avançado; a mensagem subliminar continua sendo: "quer a versão simples? Use o Windows!"

Prova disso está no arquivo "leia-me", que é possivelmente a maior armadilha que um usuário de Linux pode encontrar ali. Não se deixe levar pelo pedido: não leia.

O arquivo inteiro está carregado de instruções sobre como baixar e instalar o Java no Windows, como acertar a resolução ideal no Windows, como fazer o Need for Speed rodar melhor no Windows... por aí vai.

O instalador automático não funcionou? Experimente a instalação manual, explicada passo-a-passo... para o Windows. Se você chegou até esta parte sem ter sofrido um acidente vascular cerebral, certamente é porque não lembrou que já existe uma versão especial que roda somente em Windows. É só baixar e rodar. Usuário de Windows não roda a versão Java.

Para os usuários a quem a versão Java realmente interessa, temos o seguinte:
Para outros sistemas operacionais ou gerenciadores de janela, consulte o respectivo manual do usuário.
E depois da longa, solícita e completamente ignorada seção 3, que expõe todas as possibilidades imagináveis de fazer o Java rodar no Windows, chegamos à seção 4. Ufa! Nela, temos isso:
Usuários de Beryl/Compiz

Em algumas instalações Linux utilizando o Beryl (http://www.beryl-project.org/) as janelas do IRPF 2009 podem aparecer sem conteúdo, sendo exibido apenas o contorno das mesmas. Para sanar este problema, antes de carregar o IRPF 2009, utilize o seguinte comando:

export AWT_TOOLKIT=MToolkit
Fiquei com algumas perguntas relevantes ao ler tudo isso: "o que é um manual de usuário de Linux, este elemento mítico que me indicará o que fazer para instalar o meu Java?". Ou ainda, "quem é a Beryl, e por que estamos falando dela e de seus voluptuosos contornos de janela, quando eu nem fui informado como abrir a maldita janela até agora?!"

Tarde demais, o Leia-me acabou. Recomendo que a revisão do texto complemente o último parágrafo com: "Usuários de Linux: vocês são nerds virgens e nem rodariam este programa mesmo porque ele não é GPL. Freetards! Usuários de Mac: vocês não existem."

Para piorar um pouco a situação, nem todos que já tem o Java instalado no Linux poderão sair rodando o IRPF2009 sem conferir a versão do seu JRE antes. A versão 2009 roda apenas nas versões 1.4 e 1.6. A Lei de Murphy, obviamente, me fez rodar tudo na versão 1.5 até este ano.

Baixem a versão 1.6 e não terão problemas. O ReceitaNET Java ainda roda no 1.5, como nos anos anteriores.

Ah, e não se esqueçam de dar o famoso chmod +x no arquivo instalador do IRPF antes de rodá-lo. Posso estar sendo redundante, mas com todo esse carinho exclusivo dedicado aos usuários de Windows (que, repito, não dão a mínima para a versão java), não custa informar. :)

Dúvidas nos comentários. Ficarei feliz se puder ajudar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pérolas antigas, parte II

Ok, concedo que esta dica é baratinha, e haverão suspiros de obviedade (assim como no post anterior). Mas recebo muitas perguntas a respeito disso, porque hoje em dia a solução a seguir resolve um problema bem contemporâneo.

Uma amiga me apresentou recentemente ao mundo dos sites de download em massa, cada um com dezenas de vídeos para download. Geralmente estes ficam hospedados em sites como o Megaupload ou Rapidshare, e vários deles são divididos em duas ou três partes.

Espera-se que você monte-os de volta quando terminar os downloads.

O que percebi é que geralmente há algum link para o programa de Windows para costurar as partes de volta, mas quando vemos a opção para Linux... o link está quebrado. Acontece tanto, que nunca sequer consegui baixar a tal versão Linux para ver.

Nada de pânico, no entanto. Solução simples para quem sabe abrir uma janela de terminal. Se temos três arquivos chamados video.avi.001, video.avi.002 e video.avi.003, junte-os com o comando:

cat video.avi.001 video.avi.002 video.avi.003 > video.avi

Problema resolvido. Sim, sim, isso existe desde antes de o Brasil ser tricampeão, veteranos estão torcendo o nariz e até usuários de Windows podem querer me lembrar que um copy /b fazia isso desde os tempos do DOS. Mas aos que não sabiam disso, esta dica garantirá horas de alegria.

(E quem me pegar em uma janela dando comandos de MS-DOS, tem a permissão de me dar um tiro sem fazer perguntas. Com certeza trata-se de um impostor.)

Pérolas antigas, mas ainda pérolas

Nos meses em que passei adaptando-me a um implante de marcapasso, vejo que aconteceu exatamente o que estava imaginando: o mundo do Linux dá uma volta ao redor do sol a cada três meses, o que quer dizer que eu tenho muito o que buscar em termos de novidades e atualizações.

Por que não, então, compartilhar algumas curiosidades antigas, mas de utilidade contemporânea...? Preciso escrever algo de útil aqui enquanto me atualizo.

(Aviso: por serem dicas antigas, pensem no seguinte: Console. Terminal. Shell. Novatos que odeiam a linha de comando, por favor pulem este post... e por favor deixem minha mãe de fora na sessão de comentários.)

Criar uma ISO de um CD ou DVD

Como o Linux trata quase tudo, inclusive os periféricos, como arquivos, basta saber como o pinguim chama o seu drive, e copiá-lo diretamente para um arquivo. Parece estranho? Experimente.

Descubra o nome do seu drive com um cat fstab e veja como se chama o seu drive escolhido. Teremos algo assim:

/dev/hdc /media/cdrom0 udf,iso9660 user,noauto,iocharset=iso8859-1 0 0

Parabéns, o seu drive se chama /dev/hdc. Agora é só copiar, e pronto:

cp /dev/hdc meucd.iso

Montar uma ISO de um CD ou DVD

Felizmente, também há truque para montar uma ISO de CD ou DVD diretamente, sem precisar recorrer a ajuda externa (Usuários de Windows lembrarão de Daemon Tools agora). Crie uma pasta para isso (/mnt/meucd) se quiser, ou aproveite alguma que já exista lá. Depois, basta um:

mount -o loop /mnt/meucd meucd.iso

Por enquanto, é só. Mais velharias no post seguinte!