Se você ainda não usa um drive criptografado, considere-se mais miserável do que os miseráveis que nunca fazem backup. Ainda assim, tenho muita empatia pela sua condição, porque só consegui manter backups e criptografar drives com muita teimosia, garra, coragem, dedicação, vontade de vencer e de fazer justiça com as próprias mãos.
Mesmo conhecendo alguns programas que facilitam (
post anterior ), backups são ingratos. Criptografar drives, então, era só para quem conseguia o raro PGPDisk Freeware no Windows. Quem fazia no Linux precisava recorrer ao loop-aes, e aprender o processo requeria paciência, Valium e um desfibrilador. O kernel mudava os parâmetros para montar o drive de vez em quando ao longo dos anos, e suas batalha para remontar as unidades antigas eram momentos especiais que você sempre tentará esquecer com carinho.
Usei os dois por muitos anos, apesar de serem incompatíveis. O loop-aes, verdade seja dita, nunca me traiu, E depois que você decorava, era fácil e rápido.
Para montar, modprobe aes; modprobe cryptoloop; /sbin/losetup -e aes256 /dev/loop1 /home/user/cryptodrive; mount /dev/loop1 /mnt/crypto
Para desmontar, umount /mnt/crypto; /sbin/losetup -d /dev/loop1
E pronto! O processo de criar uma unidade criptografada era um pouco mais complicado, mas nada que um pouco de frustração e profanidade não resolvesse. Quem não era nerd o suficiente acabava usando o PGPDisk pelo Windows, ou comprava um cofre.
Mas agora chega, estou ficando cansado e vamos chegar direto ao parágrafo em que falo que agora está tudo resolvido, e temos uma solução que é fácil, open-source e completamente compatível entre Windows e Linux: TrueCrypt.
No site tem um cliente bem prático para o Windows, e um cliente por linha de comando bem feio e inepto para o Linux. A versão gráfica, fácil e prática do Linux você encontra na página do ScramDisk 4 Linux:

(Na verdade, o ScramDisk oferece mais opções, incluindo seu próprio método de criptografia. Mas uso apenas pelo suporte ao TrueCrypt.)
Agora vá em frente e crie seus drives seguros! Quem nunca usou está desperdiçando o potencial de salvar e-mails, chats, fotos antigas, projetos, poemas embaraçosos e quaisquer outros arquivos que não voltarão para assombrar a sua carreira política daqui a 20 anos depois de terem roubado o seu notebook.
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